Peguei meu velho e surrado Giannini, resolvi cantarolar (profanar com minha péssima performance) uma das músicas mais lindas que conheço que é “Pealo de Sangue” de Raul Ellwanger. Então comecei a me perguntar: Onde andará este artista maravilhoso? Perguntei para o Google e ele me respondeu que Raul Ellwanger esta na Praia do Rosa em Santa Catarina e depois de um período de distanciamento da produção musical, voltou a ativa.
Sempre gostei muito do trabalho deste artista. Certa vez tive a felicidade de encontrá-lo fazendo um show no festival Seara da Canção de Carazinho. Fiz questão de consegfuir um autógrafo no disco Portuñol que estava comigo naquela ocasião. Me encantei com a sua simplicidade e afabilidade e voltei muito feliz para o Paraná, com o disco autografado em baixo do braço, morrendo de medo de esquecê-lo no ônibus.
Raul Ellwanger é um artista de muitas parcerias, já trilhou muitos caminhos, provavelmente pela sua própria natureza inquieta e, também, por força do AI-5 durante a ditadura. E esta riqueza de elementos e de contribuições de tantas gentes nos caminhos onde trilhou, aliado com a sua sensibilidade e talento, fez com que ele traduzisse para nós tudo isso em música e poesia.
Visitem o site deste artista: http://www.raulellwanger.com.br/
sábado, 18 de junho de 2011
PEALO DE SANGUE
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Raul Ellwanger
quarta-feira, 15 de junho de 2011
ESTOY “RAMILONGANDO”
Acabei de adquirir o disco DÉLIBÁB de Vitor Ramil e estou degustando esta delicia. Vitor Ramil promoveu um encontro de dois poetas do clima frio do sul do continente. Um deles, o poeta Argentino Jorge Luis Borges; o outro, o poeta brasileiro, nascido e criado em Alegrete-RS, João da Cunha Vargas. Vitor “RAMILONGOU” as poesias do argentino, publicadas em “Para las Seis Cuerdas” e, possivelmente, toda a obra escrita do brasileiro, já que este não costumava escrever suas poesias, era um poeta da tradição oral, um “payador”.
Com certeza, os acordes da guitarra sugerida por Borges no prólogo do livro de “milongas”, estavam aguardando por Vitor Ramil, e foram completadas e trazidas até nós em DELIBAB. Esta sonoridade só poderia ser captada por alguém com a sensibilidade deste poeta, escritor e músico de Pelotas, que de forma excepcional , consegue traduzir, em uma linguagem universal , a forma como aqueles que brotam neste espaço mais ao sul do continente, percebem as coisas, os acontecimentos, música e a poesia que ali se dá.
DÉLIBAB
Vitor Ramil, no DVD que acompanha o CD , explica que DÉLIBÁB é um fenômeno extraordinário da planície húngara, tão semelhante às planícies do sul do nosso continente. Único em seu gênero, este tipo de espelhismo transporta paisagens muito distantes a horizontes quase desérticos, reproduzindo ante os olhos maravilhados do observador, em dias de calor, o desenvolvimento de cenas distantes. Quadros curiosíssimos que cobrem o horizonte em enormes projeções. E suas imagens são planas, nunca invertidas, nítidas, claríssimas. Este fenômeno ótico é devido à refração desigual dos raios solares nas camadas de ar, de temperatura e rarefação diferentes. A imagem passa por diversas regiões de atmosfera de diferente densidade, até projetar-se sobre o horizonte da planície.
RAMILONGAR
Esta ação é possível? Eu acredito que sim, pois estou ramilongando e sentindo na pele o arrepio,nos ouvidos a melodia que serpenteia nas ondulações do pampa, na boca o sabor suave do mate amargo, nas narinas o cheiro da erva verde e o perfume das macegas das coxilias trazidas pelo vento caminhador e no olhar a delibab (eu sinto que este substantivo é feminino).
Com certeza, os acordes da guitarra sugerida por Borges no prólogo do livro de “milongas”, estavam aguardando por Vitor Ramil, e foram completadas e trazidas até nós em DELIBAB. Esta sonoridade só poderia ser captada por alguém com a sensibilidade deste poeta, escritor e músico de Pelotas, que de forma excepcional , consegue traduzir, em uma linguagem universal , a forma como aqueles que brotam neste espaço mais ao sul do continente, percebem as coisas, os acontecimentos, música e a poesia que ali se dá.
DÉLIBAB
Vitor Ramil, no DVD que acompanha o CD , explica que DÉLIBÁB é um fenômeno extraordinário da planície húngara, tão semelhante às planícies do sul do nosso continente. Único em seu gênero, este tipo de espelhismo transporta paisagens muito distantes a horizontes quase desérticos, reproduzindo ante os olhos maravilhados do observador, em dias de calor, o desenvolvimento de cenas distantes. Quadros curiosíssimos que cobrem o horizonte em enormes projeções. E suas imagens são planas, nunca invertidas, nítidas, claríssimas. Este fenômeno ótico é devido à refração desigual dos raios solares nas camadas de ar, de temperatura e rarefação diferentes. A imagem passa por diversas regiões de atmosfera de diferente densidade, até projetar-se sobre o horizonte da planície.
RAMILONGAR
Esta ação é possível? Eu acredito que sim, pois estou ramilongando e sentindo na pele o arrepio,nos ouvidos a melodia que serpenteia nas ondulações do pampa, na boca o sabor suave do mate amargo, nas narinas o cheiro da erva verde e o perfume das macegas das coxilias trazidas pelo vento caminhador e no olhar a delibab (eu sinto que este substantivo é feminino).
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domingo, 12 de junho de 2011
Teatro Itinerante
A Cia Mamborê de Teatro, desde suas primeiras montagens tem levado o teatro às comunidades rurais do município de Mamborê. Agora é a vez do Caixeiro da Taverna, que na última sexta-feira, 10 de junho esteve na Comunidade do Guarani e no sábado, dia 18 de junho, estará na Comunidade do Pensamento .
Esta iniciativa já foi registrada em reportagem da RPC TV no programa Caminhos do Campo.
Esta iniciativa já foi registrada em reportagem da RPC TV no programa Caminhos do Campo.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Onde andam os Beneditos?
Há bastante tempo não tinha contato com a tradição gaúcha e os Rodeios Crioulos. Porém, no último fim de semana, dias 4 e 5 de junho, estive em Toledo-Pr, onde ocorreu um evento desta natureza. Asseguro que foi uma interessante retomada do contato com as minhas raízes gaúchas.
Confesso que não sou adepta da modalidade do Tiro de Laço, acho completamente desnecessário e cruel este tipo de culto. Mas, já a invernada artística, onde se cultivam poesias, músicas e danças é algo muito agradável. E assistir a declamação da poesia “Os olhos do Negrinho” de Dimas Costa, na maravilhosa interpretação de José Ernesto Tavares foi um momento muito especial.

OS OLHOS DO NEGRINHO
Dimas Costa
Em tempos que já vão longe -por culpa do Grã-senhor-
O mundo era um carneador,-assim na comparação
Coberto do sangue rubro, vertido do corpo vivo
Do negro, pobre cativo, nas garras da escravidão!
Vinham barcos de além-mar, galopeando pelas águas,
Trazendo dores e mágoas num bojo infecto e imundo!
E despejavam nos campos dos potreiros do Brasil
Que se fez, também covil do maior crime do mundo!
Nosso Pampa, por desgraça,foi cúmplice desse crime!
Hoje, no entanto, redime a culpa dessa maldade!
Pois se abriram para as raças, todas as porteiras do pago
E diz que cultiva, com afago, a mais pura liberdade!
Mas foi nesse triste tempo, que nasceu o Benedito.
Um pobre escravo, negrito, que morreu ainda na infância.
Nasceu não... surgiu no mundo, como um traste sem valor,
E por ordem do “Senhor”, foi crescendo e ficou sendo o mandalete da estância.
O pobre Benedito, era pau prá toda obra!
Mais ruim que carne de cobra, para ele era o Senhor,
-Benedito, busca água,
-Bendito, espanta o gado,
-Benedito, desgraçado, negro ordinário, estupor
E logo o relho cantava, e o Benedito gemia,
Apanhava e não sabia, porque razão o coitado.
Ficava ali tremendo, fitando o senhor, sestroso,
Meio gemendo, choroso, os olhos grandes parados.
-Benedito!, fecha os olhos!, não me olhes deste jeito.
-Toma negro, tem respeito. Não olha assim para mim.
E o relho vinha de novo, lanhar o corpo flaquito,
-Fecha os olhos Benedito, não me olhes, negro, assim.
E o negrinho se afastava, com olhar escancarado,
Pois nem o medo danado, daquele homem feroz,
Fazia o negro desviar, aquele mirar profundo,
Que penetrava no fundo, da alma do seu algoz.
-Benedito!, fecha os olhos!, não me olhes deste jeito.
O rancor e o despeito, deixava o senhor aflito,
Pois no fundo deste olhar, havia um triste segredo,
E o senhor já tinha medo, dos olhos do Benedito.
A noite quando o negrinho, depois que a lida findava,
Corpo moído, se deitava, no chão duro da senzala,
A lua vinha de manso, furar a palha do teto,
E o negro com muito afeto, ficava rindo a fitá-la.
E abria mais os olhos, para beber o luar,
Que nunca ouviu reclamar por ele mirar assim.
E feliz, naquele instante, o negrinho, tão pequeno,
Fechava os olhos , sereno, e adormecia, por fim.
-Benedito, fecha os olhos! Desvia, negro esse olhar!
Pois hoje tu vais fechar, para sempre, desgraçado!
E o monstro humano bateu no negrinho sem cessar,
Até o pobre tombar, aos seus pés, ensanguentado!
-Fecha os olhos, Benedito! E o corpo, já encangue
Arrancava carne e sangue, sempre a bater, o maldito!
Mas o olhar do negrinho mais e mais se escancarava
E louco, o “senhor” gritava
-Fecha os olhos, Benedito!
Até que um negro silêncio susteve o braço assassino.
Pois a alma do menino, escravo da negra sorte,
Fugiu por fim já cansada de tanto o corpo apanhar,
E feliz, foi se entregar aos braços livres da morte!
E o olhar do Benedito nem assim não se fechou
Morto, embora, ali ficou mais e mais escancarado!
E o “senhor” ao ver aquilo, perdeu a luz da consciência
E arrojou na demência, a gritar desesperado:
-Benedito, fecha os olhos! Negro ordinário, maldito!
-Benedito, fecha os olhos!
-Fecha os olhos, Benedito!
E o olhar do Benedito ficou grudado no céu.
Uma noite, por entre o véu da grandeza do infinito,
um par de estrelas surgiu a brilhar fitando o mundo.
Tinha um mirar tão profundo como os olhos do negrito.
E hoje que ainda existe na consciência universal
a eterna nódoa do mal daquele crime maldito,
quanto homem ainda há, que ao ver o par de estrelas brilhar,
não tem ganas de gritar:
– Fecha os olhos, Benedito!
Como a própria poesia revela, as porteiras do pago foram abertas às diversas etnias, para se "redimir" da maldade, mas..., que curioso!?!.., todos de olhos claros!?!?...
Onde estarão os negros olhos?
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
O Caixeiro da Taverna
A Cia Mamborê de Teatro está com uma nova peça em cartaz. Trata-se do “Caixeiro da Taverna”, mais um texto de Martins Pena, dramaturgo romântico que notabilizou-se por satirizar a sociedade brasileira do século 19.
A Cia levou a nova peça ao palco da Biblioteca Pública Municipal Prof. Egydio Martelo e do Hospital Santa Casa, ambos em Campo Mourão, e agora prepara-se para levar o texto às comunidades rurais do município de Mamborê, como tradicionalmente faz com todas as montagem.
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Mestre Nikon Kopko
- Hersen, Portílio e Darolt!?!?!
Ouvindo esta frase proferida com aquela voz grave e forte do mestre Nikon Kopko, o trio que conversava animadamente ao fundo, se acomodava rapidamente nas suas respectivas carteiras. Logo após a chamada (meu número sempre se situava por volta do 23 e sempre haviam duas “Neusas” na sala) o mestre iniciava a correção da tarefa de casa que era conjugar os verbos da primeira, segunda e terceira conjugação em vários tempos e modos. E assim seguiam-se os dias até estarmos com a relação completa das conjugações verbais em nosso caderno de Língua Portuguesa.
Ufa!!! Haja caderno!!!
Nas aulas seguintes aprendíamos a forma correta da colocação pronominal – próclise, mesóclise e ênclise - e fazíamos uma lista imensa de exercícios praticando esta colocação adequada nas frases. Na sequência, como tarefa de casa, um tema sobre o qual deveríamos redigir aproximadamente uma lauda para a aula do dia seguinte...
Assim eram as aulas do mestre muito conhecido e respeitado por todos pelo domínio que tinha da gramática normativa. Na verdade nosso mestre era a gramática em pessoa.., qualquer dúvida que alguém tivesse em relação à norma da Língua Portuguesa, lá vinha acudir aquele homenzarrão “buenacho” com seu vozeirão grave de megafone, ditando as normas e tecendo comentários sobre a etimologia das palavras envolvidas na questão.
Alguns anos mais tarde, já com a surdez acentuada e, em conseqüência, maior volume acrescido à voz grave e forte, este mestre me apresentou as declinações e um pouco do vocabulário da Língua Latina no curso de Letras da Fecilcam de Campo Mourão. Em algumas ocasiões, com uns dois velhos livros em baixo do braço esquerdo, vestindo a mesma camisa branca, calças cinza e sapatos pretos, denunciando o já largo uso, o mestre se sentava no banco rústico de madeira, que ficava na calçada em frente à grande porta de vidro da faculdade, e ali nos auxiliava nas dúvidas (agora Aleixo, Portílio e outros sobrenomes) relativas à norma culta padrão, com as quais nos deparávamos nas atividades agora acadêmicas
Neste época nossos novos mestres já começavam a esboçar uma abordagem diferente do ensino de Língua, tanto Inglesa quanto Portuguesa, onde nos era ofertada a gramática através de textos e não mais em frases soltas, estanques. A partir daí aprendemos que a língua tem diferentes modalidades, ouvimos falar do preconceito lingüístico e fomos apresentados a Saussure e Bakhtin entre outros, e as discussões continuam até hoje.
Hoje, além de não colocarem mais nome de Neusa nas meninas, também não se ensina mais a Língua Portuguesa da forma como o mestre Nikon Kopko ensinava. As suas aulas eram de “cálculo gramatical”, o que na prática cotidiana muito pouco utilizamos. Hoje tenta não se privilegiar a norma culta padrão, embora seja muito difícil, pois esta prática está muito enraizada na cultura escolar. Mas apesar de tudo isto, quando ouço falar em aula de Língua Portuguesa me vem à memória a imagem deste mestre que cuidava com carinho da gramática da língua nas frases escritas e proferidas por seus alunos.
Ouvindo esta frase proferida com aquela voz grave e forte do mestre Nikon Kopko, o trio que conversava animadamente ao fundo, se acomodava rapidamente nas suas respectivas carteiras. Logo após a chamada (meu número sempre se situava por volta do 23 e sempre haviam duas “Neusas” na sala) o mestre iniciava a correção da tarefa de casa que era conjugar os verbos da primeira, segunda e terceira conjugação em vários tempos e modos. E assim seguiam-se os dias até estarmos com a relação completa das conjugações verbais em nosso caderno de Língua Portuguesa.
Ufa!!! Haja caderno!!!
Nas aulas seguintes aprendíamos a forma correta da colocação pronominal – próclise, mesóclise e ênclise - e fazíamos uma lista imensa de exercícios praticando esta colocação adequada nas frases. Na sequência, como tarefa de casa, um tema sobre o qual deveríamos redigir aproximadamente uma lauda para a aula do dia seguinte...
Assim eram as aulas do mestre muito conhecido e respeitado por todos pelo domínio que tinha da gramática normativa. Na verdade nosso mestre era a gramática em pessoa.., qualquer dúvida que alguém tivesse em relação à norma da Língua Portuguesa, lá vinha acudir aquele homenzarrão “buenacho” com seu vozeirão grave de megafone, ditando as normas e tecendo comentários sobre a etimologia das palavras envolvidas na questão.
Alguns anos mais tarde, já com a surdez acentuada e, em conseqüência, maior volume acrescido à voz grave e forte, este mestre me apresentou as declinações e um pouco do vocabulário da Língua Latina no curso de Letras da Fecilcam de Campo Mourão. Em algumas ocasiões, com uns dois velhos livros em baixo do braço esquerdo, vestindo a mesma camisa branca, calças cinza e sapatos pretos, denunciando o já largo uso, o mestre se sentava no banco rústico de madeira, que ficava na calçada em frente à grande porta de vidro da faculdade, e ali nos auxiliava nas dúvidas (agora Aleixo, Portílio e outros sobrenomes) relativas à norma culta padrão, com as quais nos deparávamos nas atividades agora acadêmicas
Neste época nossos novos mestres já começavam a esboçar uma abordagem diferente do ensino de Língua, tanto Inglesa quanto Portuguesa, onde nos era ofertada a gramática através de textos e não mais em frases soltas, estanques. A partir daí aprendemos que a língua tem diferentes modalidades, ouvimos falar do preconceito lingüístico e fomos apresentados a Saussure e Bakhtin entre outros, e as discussões continuam até hoje.
Hoje, além de não colocarem mais nome de Neusa nas meninas, também não se ensina mais a Língua Portuguesa da forma como o mestre Nikon Kopko ensinava. As suas aulas eram de “cálculo gramatical”, o que na prática cotidiana muito pouco utilizamos. Hoje tenta não se privilegiar a norma culta padrão, embora seja muito difícil, pois esta prática está muito enraizada na cultura escolar. Mas apesar de tudo isto, quando ouço falar em aula de Língua Portuguesa me vem à memória a imagem deste mestre que cuidava com carinho da gramática da língua nas frases escritas e proferidas por seus alunos.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Paul McCartney no Engenhão - O show da minha vida
Assistir ao Show do Paul McCartney no Rio de Janeiro, no dia 22 de maio de 2011, foi um acontecimento sem precedentes na minha história. Participei junto com a Aline, minha filha, da cartase coletiva do Engenhão e continuo degustando o agradável sabor daqueles momentos, os quais tento compartilhar com as pessoas que não puderam estar lá comigo.
A obra dos Beatles é atemporal , é trilha sonora da minha trajetória desde a adolescência, quando estes quatro jovens de Liverpool me foram apresentado por Fernando Vieira, em seu programa da TV Difusora, canal 10, de Porto Alegre; e agora embala também os sonhos da Aline, que exibe tatuada em seu pulso esquerdo a frase “Let It Be”; dá ritmo aos passos do Alexandre, meu sobrinho querido, que faz parte de uma banda cover dos Beatles chamada “Julieu e as Romietas”...
E assim milhares de adolescentes, jovens e pessoas com os cabelos desbotados pela ação do tempo, se mesclaram nas filas, sob o sol carioca, protegidos por guarda-chuvas multicoloridos, aguardando o tão esperado momento do Beatle Paul entrar em cena e reger aquele imenso coro de pura emoção e energia.
Momentos de especial emoção para mim foram "Blackbird" ao violão, “Something” executado no U-kelele acompanhado por um coro de 45 mil vozes, “Hey Jude” acompanhado pelo piano multicolorido e protagonizado por todos que eram parte daquela multidão, com cartazes formando um imenso coro escrito, cantado e emoldurado por balões de todas as cores saltitando entre os braços comovidos,... e, é claro, "Yesterday" que cantamos juntos e impecavelmente do inicio ao fim.
Vejam neste video o momento incrível de "Hey Jude" que ficou no Engenhão e na memória de cada um dos protagonistas do espetáculo.
Outros momentos memoráveis de Paul in Rio estão no YOUTUBE.
A VIAGEM
Saímos em sete pessoas da UEM- Maringá pontualmente às 22:10 horas do dia 21de maio, sábado, em um micro-ônibus fretado pela Turismo Universitário, passamos em Londrina onde somaram-se a nós mais treze pessoas. Uma galerinha muito especial, não sei o nome de todos, lembro apenas dos companheiros de Maringá que são o Gabriel, o Vinicius, a Aline, a Anne, o Leandro.
Fizemos uma viagem muito tranquila, em parte fomos curtindo o DVD do Show de Paul e em parte dormindo. Chegamos no Rio por volta das 13:00 horas de domingo e fomos direto ao Engenhão aguardar o show que que começou às 21:45. Marcamos um ponto de encontro com a galera do ônibus em frente ao setor norte. A saída do Rio se deu por volta da 01:00 hora do dia 23 de maio.
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