No processo de estar no mundo, tem tempos que a gente inventa o lugar de viver, tem tempos que a gente desinventa.
O lugar inventado por mim, por nós, deste último tempo, está em processo de desinvenção. Acho que isso se dá nos contornos da minha vida privada, e, também, de forma mais ampliada, no jeito de fazer as coisas, no modo acordado pela coletividade humana.
De forma coletiva, ampliada, nos acordos que a humanidade e os aglomerados de paises estabeleceram, para usufruir o que tem de bom neste espaço de cá do planeta,...talvez no de lá também,... o mundo ficou raso, os rios ficaram retos, sem a imaginação das pedras no meio do caminho, o ambiente ficou necrosado, as águas estão em coma,... não conseguimos mais encontrar as curvas dos rios para enterrar nossos corações. Os rios vão continuar, nós não. A conspiração da vida na terra reelabora as águas, provável que nos exclua,... "não deu certo desta forma", sente a vida em seu processo de conspiração, "ainda bem que estes chegaram só faz alguns minutos, se desaparecer, não faz falta".
As águas estão em coma e nós também...
Na minha vida pequena, de micróbio, também estou desinventanto meu lugar de viver, este também, profundamente afetado pelos acordos da humanidade, mas, até agora, penso que minha kinesfera não está necrosada..rsrsrsrs. Um processo se esgotou e começa uma nova invenção. Todo começo é dificil, que bom se pudessemos começar pelo meio, pular o começo...rsrsrsrs. Quando imaginamos a invenção deste lugar, imaginamos o meio, nunca o começo.














